Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta - e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.
Autora: Victoria Aveyard
Páginas: 548
Nota: 3/5
Chegamos ao terceiro livro da saga e se você ainda não leu as resenhas dos outros volumes recomendo que veja as outras antes de iniciar a leitura:
Se você acompanhou as resenhas anteriores já sabe que eu gostei bastante do primeiro livro e achei o segundo bem mais ou menos. Nesse terceiro, para minha alegria, ela conseguiu deixar os personagens mais leves e Mare mostrou que aprendeu muito com os erros que cometeu ao se isolar de todos no livro anterior. O problema do peso excessivo também foi controlado e temos um Kilorn fanfarrão novamente, o que deixou a leitura mais tranquila.
A história começa com Mare presa após a escolha que fez no fim de Espada de Vidro e isso faz com que tenhamos uma visão bem limitada do que acontece fora das paredes do Palácio, pois os capítulos são contados a partir do ponto de vista dela. O lado bom é que eventualmente temos vislumbres do mundo lá fora a partir de dois personagens diferentes, que eu não vou contar quem são para que você tenha o prazer de descobrir a segunda pessoa e ficar chocada como eu.
É como se esse livro fosse a redenção de Mare, ela melhora bastante como pessoa e consegue perceber alguns erros do passado sem tentar repeti-los, passar pelo pão que o diabo amassou na mão de Maven contribui bastante para isso, mas ela merece o crédito por ter conseguido enxergar. Aqui temos a oportunidade de conhecer mais do Rei e entender o que aconteceu para que ele se tornasse uma pessoa extremamente fria, calculista e desprovida de sentimentos tão cedo.
No geral, tive a sensação de que a história é bem escrita, mas deixa muito a desejar na velocidade dos acontecimentos. Eu sei que o fato de a protagonista estar presa tem total relação com isso e provavelmente esse foi o objetivo da escritora, mas senti falta de um pouco mais de brevidade na condução das coisas. Só para ter ideia, o primeiro momento que dá uma injeção de ânimo na história acontece só lá pela página 180.
A sensação que eu tive é que ela me prometeu algo lá no primeiro livro que não vai conseguir entregar, achei que a história seria mais elaborada e os personagens mais bem trabalhados. A essa altura eu já esperava que soubéssemos as motivações dos personagens principais, mas tudo ainda é uma grande loteria. Sem contar que as motivações que ela apresenta parecem fracas para a grandiosidade das coisas que eles precisam fazer.
Eu explico, como eu disse ali em cima, nesse livro temos a oportunidade de entender o que fez Maven ser quem é (ponto para ela, explicar em detalhes quem é o vilão e suas motivações é fundamental para fazer uma boa história), mas até isso parece pequeno. As confusões dele seriam facilmente resolvidas se, ao perceber o que houve com ele, ele tivesse tentado conversar com as pessoas envolvidas... É compreensível, mas parece que não é tããão forte assim. Você engole, mas pensa que poderia ser diferente, a motivação dele é extremamente contestável e isso acontece com a Mare e o Cal também. A sensação que eu tenho é que só a motivação da Cameron é forte o suficiente e mesmo assim ela não sai por aí fazendo trapalhada o tempo todo.
A notícia boa é que o último livro já foi lançado no Brasil e a espera acabou! Com esse livro eu fiquei na dúvida se deveria ler o último, mas depois de três livros me parece estranho largar tudo assim no meio, eu já fiz isso com Crônicas de Gelo e Fogo e estou muito bem resolvida, mas eu ainda tenho esperanças de que o fim pode me reservar boas surpresas, apesar de tudo.
Quotes:
Até a próxima!
A história começa com Mare presa após a escolha que fez no fim de Espada de Vidro e isso faz com que tenhamos uma visão bem limitada do que acontece fora das paredes do Palácio, pois os capítulos são contados a partir do ponto de vista dela. O lado bom é que eventualmente temos vislumbres do mundo lá fora a partir de dois personagens diferentes, que eu não vou contar quem são para que você tenha o prazer de descobrir a segunda pessoa e ficar chocada como eu.
"Levanto quando ele permite. Sinto um puxão na corrente presa à coleira no meu pescoço. As farpas cravam em mim, mas não o bastante para fazer sangrar - ainda não."
É como se esse livro fosse a redenção de Mare, ela melhora bastante como pessoa e consegue perceber alguns erros do passado sem tentar repeti-los, passar pelo pão que o diabo amassou na mão de Maven contribui bastante para isso, mas ela merece o crédito por ter conseguido enxergar. Aqui temos a oportunidade de conhecer mais do Rei e entender o que aconteceu para que ele se tornasse uma pessoa extremamente fria, calculista e desprovida de sentimentos tão cedo.
No geral, tive a sensação de que a história é bem escrita, mas deixa muito a desejar na velocidade dos acontecimentos. Eu sei que o fato de a protagonista estar presa tem total relação com isso e provavelmente esse foi o objetivo da escritora, mas senti falta de um pouco mais de brevidade na condução das coisas. Só para ter ideia, o primeiro momento que dá uma injeção de ânimo na história acontece só lá pela página 180.
A sensação que eu tive é que ela me prometeu algo lá no primeiro livro que não vai conseguir entregar, achei que a história seria mais elaborada e os personagens mais bem trabalhados. A essa altura eu já esperava que soubéssemos as motivações dos personagens principais, mas tudo ainda é uma grande loteria. Sem contar que as motivações que ela apresenta parecem fracas para a grandiosidade das coisas que eles precisam fazer.
Eu explico, como eu disse ali em cima, nesse livro temos a oportunidade de entender o que fez Maven ser quem é (ponto para ela, explicar em detalhes quem é o vilão e suas motivações é fundamental para fazer uma boa história), mas até isso parece pequeno. As confusões dele seriam facilmente resolvidas se, ao perceber o que houve com ele, ele tivesse tentado conversar com as pessoas envolvidas... É compreensível, mas parece que não é tããão forte assim. Você engole, mas pensa que poderia ser diferente, a motivação dele é extremamente contestável e isso acontece com a Mare e o Cal também. A sensação que eu tenho é que só a motivação da Cameron é forte o suficiente e mesmo assim ela não sai por aí fazendo trapalhada o tempo todo.
A notícia boa é que o último livro já foi lançado no Brasil e a espera acabou! Com esse livro eu fiquei na dúvida se deveria ler o último, mas depois de três livros me parece estranho largar tudo assim no meio, eu já fiz isso com Crônicas de Gelo e Fogo e estou muito bem resolvida, mas eu ainda tenho esperanças de que o fim pode me reservar boas surpresas, apesar de tudo.
Quotes:
"Por que se dar ao trabalho desse espetáculo se vai simplesmente me matar? Outra pessoa poderia sentir alívio, mas minhas entranhas gelam de pavor. Ele não vai me matar."
"Queria que Maven tivesse parte da habilidade dela, para poder vasculhar minha cabeça e saber exatamente que tipo de fim dei à sua mãe. Queria que sentisse a dor da perda de forma tão terrível quanto sinto."
"Neles, encontro minha resposta. Neles, vejo a ânsia. Por uma fração de segundo, sinto pena do rei menino, solitário no trono. Então, bem no fundo, sinto o sopro ousado da esperança."
Até a próxima!
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